Eu vivia em constantes desencontros com ele. Mas, o incômodo não era uma coisa tão forte, devo admitir. Quer dizer...Eu gosto dele, mas não é algo que me consome, que me faz pensar alto todos os dias. Apenas gosto, mas com uma pontinha voltada pro algo-mais. É complicado.
Mantemos uma amizade legal. Houve uma época que nos víamos quase sempre, e eram dias bons. Mesmo sem nada de interessante pra falar, fazíamos o papo ficar interessante. De repente, por força da distância que temos hoje entre nós e dos compromissos que sempre nos consomem horários nunca mútuos, nos distanciamos. Mas só fisicamente. Sempre que podemos, botamos a conversa em dia, mas infelizmente isso foi reduzido à datas especiais, como aniversários e feriados festivos. Sinto falta dele. Como amigo...Eu acho. Até porque, sempre ficou no ar aquele clima pré-beijo, mas nunca passou disso. Me perguntaramo porque disso outro dia e eu não soube responder. Ainda não sei.
Existem coisas que é melhor deixar na dúvida. A ignorância nos cai bem por um tempo. É uma opção que temos, as vezes 'estraga' saber o porque de tudo assim, sem mais. Tira a graça, o sal, o atrativo... Mas eu acredito que um dia, todas as nossas dúvidas serão sanadas. Um dia vamos saber porque não deu certo aquela aposta que você fez, porque aquela pessoa te decepcionou tanto, porque você agiu daquela forma estúpida (ou, inesperadamente madura).
Eu quero saber o porque de tanta coisa, coisas que fogem ao meu íntimo. Como o paradeiro de Osama Bin Laden, por exemplo. Ou se o Titanic tinha outros motivos pra afundar. Ou se Deus existe mesmo. Mas, é inevitável querer saber de coisas do seu íntimo. São respostas que, no dado momento, que, eu também não sei por quem e porque, será julgado justo que caia na nossa frente, como aquelas bigornas de desenho animado.
Enquanto isso, a gente vive. Espera. Sei lá.
E a gente continua se desencontrando. Desmarcando de última hora, cada um com seus motivos.
Só pra não perder o costume, fica combinado sexta-feira, então?
:)
domingo, 1 de agosto de 2010
Desencontros
Postado por Flávia Prado às 15:09
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