Mulheres são loucas. Completamente piradas. Não tente nos entender, senhor, não vale a pena. Conheço homens que dizem entender as entrelinhas das mulheres, e que, portanto, sabem lidar com todas elas, conhecem as moças de cabo a rabo (menos as de família, o que é raro hoje em dia). Destes pobres iludidos eu tenho é pena.
Meninas crescem com o ideal do homem perfeito, o famoso príncipe encantado. Depois viram garotas, cheias de esperança e brilho nos olhinhos contornados pela maquiagem da mãe. "Claro que vai demorar!" elas dizem, "O homem certo não estará em toda esquina! Preciso procurá-lo no interior de cada um!". E lá se vai a coitada pra perdição. E, enfim, viram mulheres. Ah, mulheres! Personagens da fantasia dos homens! Madura, independente, bem humorada, perfeita. Enfim, cada um sabe de si, e eu menos ainda. Mas, mulheres são um pouco mais densas, devo dizer. Uma mulher (madura, independente, bem humorada, perfeita!) com o coração partido não chora por semanas no colo da mãe e das amigas, ouvindo R&B, ou xeretando as redes sociais dele. Não por muito tempo. Essa melação dura, em média, duas semanas. Depois ela chuta o balde, não quer mais saber de compromisso, porque, né, todo homem é um babaca. Mas, todo babaca tem o que ela quer: o poder de dar uma encostada na parede e ficar sem falar nada por 15 minutos, pagar um drink e vazar.
Mas aí, nessa vida de badalação, de compromissos never more, ela se depara com um cara que corre bastante atrás dela. Mas ela não se interessa. E ele continua a correr. E ela nem aí, até que cai uma ficha gigantesca na cabeça dela dizendo que se, na teoria, era pra ela usar os representantes do sexo oposto para diversão apenas, porque ela não se interessa pelo cara que tanto corre atrás dela, não é tão feio assim (no pior dos casos) e tem um papo legal? Afinal de contas, é só diversão, não é compromisso. E aí, neste raciocínio, ela descobre que se ela não se interessa por alguém tão legal, quer dizer que ela ainda procura alguém pra se envolver emocionalmente. E aí ela lembra que 'se envolver emocionalmente' não era o objetivo desde que o imbecil que causou tudo isso saiu da vida dela. E aí, ela fica confusa. Não sabe o que fazer, o que não fazer, e é nessa hora que, se o cara novo for esperto, ele consegue dela o que quiser. Inclusive o coração, esteja ele quebrado ou não.
É.
O sexo feminino é tão complicado que nem as superintendentes conseguem decifrar o que a química, os hormônios, os sentimentos e o restinho de razão que temos depois de um término conturbado proporcionam. E isso frustra qualquer uma.
sábado, 28 de agosto de 2010
Loucura e Frustração
Postado por Flávia Prado às 09:41 0 comentários
sábado, 21 de agosto de 2010
Divagando...
Tenho minhas razões.
Gosto da época que eles não têm cara nem de homem e nem de menino. Moleques, talvez. Gosto da malandragem pra me fazer rir, dos abraços desajeitados, das besteiras que falam durante uma conversa séria, que ocorre a cada 500 anos entre o grupo de amigos.
Gosto quando tentam me impressionar e não percebem que eu sei disso. Meninas sabem, sempre sabem. É como se tivéssemos um radar pra essas coisas. Podemos até nos convencer que é minhoca na nossa cabeça, que "ele" jamais nos daria tal atenção...Mas a gente sabe. Pra entender, só nascendo mulher.
Adoro quando ele me faz ciúmes. Acho o máximo! Quase sempre dá certo, me mordo de raiva e quero explodir a cabeça daquela vagaba como se faz nos video-games. Mas quando a gente tenta fazer ciumes, só existem duas possibilidades: ou o vexame ou o sucesso.
Ahh...meninos.
Tão inocentes no seu mundinho, totalmente perfeito pra eles. É outra realidade, outro universo. Diferente, mas, do mesmo jeito que contrasta com a complexidade das meninas, o mundo deles é tão fácil que é dificil entender. Não é não, ponto é ponto. Sem entrelinhas pra se ler, como nós fazemos.
Homens, moleques, meninos. Fáceis de se entender.
Talvez, o mais difícil de entender da simplicidade masculina é o ponto final.
Postado por Flávia Prado às 16:20 1 comentários
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Ponto Fixo
Eu não sei olhar nos olhos. Não sei ler por íris. Prefiro olhar nos lábios, de onde saem palavras. O local que molda o som para que possamos compreender a mensagem, o intuito, o sentimento.
Dizem que quem não olha nos olhos mente. Não minto com maior ou menor frequência que qualquer outra pessoa minta, só direciono a minha atenção para aonde me interessa. "Os olhos são a janela da alma", segundo o ditado popular. Mas, se for pensar bem, a alma é o nível mais alto da nossa intimidade, o que me faz pensar, indignada, por que alguém espiaria a minha? Não gosto de ter acesso a nada além do que me foi permitido, por isso, olho nos lábios, e não nos olhos.
Os lábios me interessam mais por serem dinâmicos, movimentam-se a todo momento. Lá se dá origem ao externo, ao mais brilhante verbalizado. Pelos lábios sente-se mais. Quando são unidos a outros, sente-se mais o físico. Mas, confesso, não há nada que substitua uma troca de olhares daquelas que são uma em um milhão. E...pensando bem, enquanto escrevia, percebi que os lábios também são o portão do íntimo. A alma corre por eles também. Eles dizem o que os olhos não dizem. Seja verdade, seja mentira.
A palavra é uma arma letal. Passa a informação que bem entende conveniente para o momento (ou não). E a informação é pior que uma guerra biológica: pode partir alguém em pedaços. E com dor muito mais profunda do que a dor física.
Não sei o que faço. Se continuo olhando nos lábios, ou se aprendo, de uma vez por todas, a olhar nos olhos. A resposta é tão ou mais vaga que este texto, que saiu do meu íntimo e foi verbalizado.
Talvez eu deva mesmo é aprender outros pontos de vista e ampliar meus horizontes.
Postado por Flávia Prado às 22:42 3 comentários
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Presença
Ele me tira do sério. Me tira o controle. Me tira a paciência.
Vai me despindo aos poucos, com os olhos, de forma que a roupa continua, mas os meus segredos caem, enrolados, pelo chão. É questão de técnica, não sei fazer o que ele faz. Ninguém sabe. Me pergunto se é só comigo.
Quando ele está longe, me basto a permitir acesso apenas à mim mesma ao meu mais profundo íntimo, onde nem meu inconciente chega. Me pego sabendo que eu sou a mesma de sempre, que ele é muito. Muito pouco. Pouco pra mim, que mereço mais. Mais, no sentido de afeto, talvez, mas o alvo principal é masculinidade. Macho não é aquele que usa da brutalidade pra se impor, macho não é o nojento, que te coloca pra lavar suas cuecas e cuidar da cria. Macho, de verdade, é o que ama, sofre, cuida, deixa ser cuidado. É o que assume, com ou sem medo, mas assume. Macho confia.
Não cabe a mim ditar o oposto do macho. Hipotéticamente, seria o viado. Mas, confesso, seria uma tremenda injustiça da minha pessoa, visto que os homens mais machos que eu conheço são meus amigos gays.
Postado por Flávia Prado às 20:49 0 comentários
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Momento Final
Eu, sinceramente, não sei quem é mais imbecil. Ele, por continuar esperançoso ou ela, por acreditar que há chances.
Ele continua lá, firme e forte, bombando litros de sentimento, esperando o momento certo. Não pára nunca. Faz planos, revive o ontem, se emociona. De vez em quando enfraquece e chora. De vez em sempre fica otimista. Ele alimenta um desejo crescente, uma busca pelo perdido. Parece que não entende que já acabou, que não tem mais jeito, não aceita. Idiota, pobrezinho. Burro. Que é cego, todos sabem, mas a surdez alternativa veio de brinde com este aí: só ouve o que quer. E haveria de ser diferente?
Ela romantiza tudo. Ouve e vê todos os sinais, acredita, em vão, que existem chances. Dá pena de saber que ela revê todos os momentos juntos, do começo ao fim e vice-versa. Ela formula poemas, músicas e versos, brinca de inventar situações onde tudo dá certo. Faz que faz, mas não faz nada. Porque ela sabe que no fundo, não é bem assim. Ela sabe que tudo mudou e não muda mais...Só não quer parar de sonhar. Afinal de contas, essa é sua função! Eis que ela arquiteta reencontros, detalhados, constrangedores, quentes ou frios. Depende. É uma coitada. Dizem que o pior dos cegos-surdos-mudos são aqueles que não o são por natureza, e sim por opção.
Mas, devo admitir, fazem uma bela dupla, são um bom casal. Só precisam se colocar de volta em seu lugar de uma vez por todas e deixar de teatro. Já passaram da idade. Ele tem que ferir-se por outros. Ela tem que pensar em si mesma. Porque, no final, é sempre assim que dá certo. É sempre machucando o outro que a vida se protege, até a cartada final. Até que tudo passe, ele é de ferro e ela é pé no chão, realista por demais, de uma frieza desumana. Amor? Faz-me rir.
E, só pra quem não entendeu quem é tal casal, eu lhes acalmo. Não falo de um romance meu, muito embora, fale de mim. Ele sou eu. Ela também. Ambos coração e mente. Sempre juntos, mas tão distantes...
Postado por Flávia Prado às 20:22 0 comentários
domingo, 1 de agosto de 2010
Desencontros
Eu vivia em constantes desencontros com ele. Mas, o incômodo não era uma coisa tão forte, devo admitir. Quer dizer...Eu gosto dele, mas não é algo que me consome, que me faz pensar alto todos os dias. Apenas gosto, mas com uma pontinha voltada pro algo-mais. É complicado.
Mantemos uma amizade legal. Houve uma época que nos víamos quase sempre, e eram dias bons. Mesmo sem nada de interessante pra falar, fazíamos o papo ficar interessante. De repente, por força da distância que temos hoje entre nós e dos compromissos que sempre nos consomem horários nunca mútuos, nos distanciamos. Mas só fisicamente. Sempre que podemos, botamos a conversa em dia, mas infelizmente isso foi reduzido à datas especiais, como aniversários e feriados festivos. Sinto falta dele. Como amigo...Eu acho. Até porque, sempre ficou no ar aquele clima pré-beijo, mas nunca passou disso. Me perguntaramo porque disso outro dia e eu não soube responder. Ainda não sei.
Existem coisas que é melhor deixar na dúvida. A ignorância nos cai bem por um tempo. É uma opção que temos, as vezes 'estraga' saber o porque de tudo assim, sem mais. Tira a graça, o sal, o atrativo... Mas eu acredito que um dia, todas as nossas dúvidas serão sanadas. Um dia vamos saber porque não deu certo aquela aposta que você fez, porque aquela pessoa te decepcionou tanto, porque você agiu daquela forma estúpida (ou, inesperadamente madura).
Eu quero saber o porque de tanta coisa, coisas que fogem ao meu íntimo. Como o paradeiro de Osama Bin Laden, por exemplo. Ou se o Titanic tinha outros motivos pra afundar. Ou se Deus existe mesmo. Mas, é inevitável querer saber de coisas do seu íntimo. São respostas que, no dado momento, que, eu também não sei por quem e porque, será julgado justo que caia na nossa frente, como aquelas bigornas de desenho animado.
Enquanto isso, a gente vive. Espera. Sei lá.
E a gente continua se desencontrando. Desmarcando de última hora, cada um com seus motivos.
Só pra não perder o costume, fica combinado sexta-feira, então?
:)
Postado por Flávia Prado às 15:09 0 comentários